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Saúde
Secretaria de Saúde reforça a importância da vacinação contra a febre amarela

Publicado em 01/04/2020 às 17:18 - Atualizado em 01/04/2020 às 22:02


Créditos: Arte: Assessoria de Comunicação - ASCOM Baixar Imagem

Santa Catarina anunciou, recentemente, mais um caso de febre amarela, que resultou na segunda morte registrada no Estado. Conforme dados da Secretaria de Estado da Saúde, a vítima teria 57 anos, morador de Indaial, e não teria registro de vacina no Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI).

 

No mês passado, um homem de 42 anos, morador de Camboriú, morreu após ter contraído a doença. Conforme dados da Secretaria de Saúde do município, a vítima não estaria imune contra a doença, uma vez que não foi encontrado registros de vacinação no SIPNI. Ao todo, 12 casos já foram confirmados em Santa Catarina.

 

Com as recentes notificações de casos de febre amarela em municípios do Estado, a Secretaria de Saúde do município de Dionísio Cerqueira reforça a importância de que o cidadão possa manter atualizada a caderneta de vacinação. A enfermeira responsável pela sala de vacinação, da unidade de saúde do Centro, Luciane Schultz, relembra que a vacina está à disposição da população, de forma gratuita, e é considerada eficaz em quase 100% dos casos.

 

- A vacina é, certamente, a principal forma de evitar a doença. Ela é recomendada para todos os municípios localizados em regiões endêmicas e áreas de transição com risco de contaminação, mas também está disponível nas demais cidades, em centros especiais, para as pessoas que forem viajar para onde o vírus circula.

 

Importante destacar que a dose seja devidamente aplicada, pelo menos 10 dias antes do deslocamento para regiões silvestres, rurais ou de mata. Já para os residentes em área de risco, o Ministério da Saúde recomenda que, para crianças, a imunização aos 9 meses de idade e um reforço aos 4 anos. Para pessoas, a partir de 5 anos de idade, que receberam uma dose da vacina, é necessário um reforço. Para quem nunca foi vacinado adulto ou não possui comprovante de vacinação, o ministério da Saúde indica administrar uma dose da vacina somente, não necessitando mais de reforço. Pessoas que já receberam uma dose da vacina ao longo da vida já são consideradas protegidas.

 

- A vacina só não é indicada para gestantes, mulheres que estejam amamentando, pessoas imunodeficientes, como os pacientes com HIV ou outras doenças genéticas congênitas, bem como para quem tem alergia a ovo, ou ainda possuem mais de 60 anos e não possui indicação médica, alerta Luciane.

 

De acordo com a enfermeira, nos últimos anos, houve um aumento da área de transmissão do vírus, fazendo com que, dos 27 Estados da Federação, 14 sejam considerados áreas de risco. Até então, apenas a região Nordeste, além do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina, não eram consideradas regiões endêmicas.

 

- A intervenção do homem na natureza, promovendo queimadas e desmatamento, está entre as razões para esse aumento das áreas de risco, uma vez que os macacos e outros primatas se deslocam sempre que se sentem ameaças para seu habitat natural. E, como temos a presença do mosquito transmissor – Aedes aegypti – por todo o território nacional, a doença é mais facilmente transmitida entre eles, explica.

 

Febre Amarela: a doença silvestre

A febre amarela é considerada uma doença de natureza silvestre, pois a transmissão para os seres humanos só ocorre quando eles entram em contato com ambientes de mata e afins, principalmente por meio de ecoturismo. Segundo o Ministério da Saúde, os últimos casos urbanos (transmitida por Aedes aegypti) foram notificados em 1942, no Acre.

 

Os sintomas iniciais da doença incluem febre, calafrios, dor de cabeça, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. Em casos graves, a pessoa pode desenvolver febre alta, icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), hemorragia e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos.

 

Às pessoas que identifiquem alguns destes sinais, o Ministério da Saúde recomenda procurar um médico na unidade de saúde mais próxima e informar sobre qualquer viagem para áreas de risco nos 15 dias anteriores ao início dos sintomas. Essa orientação é importante principalmente àqueles que realizaram atividades em áreas rurais, silvestres ou de mata como pescaria, acampamentos, passeios ecológicos, visitação em rios, cachoeiras ou mesmo durante atividade de trabalho em ambientes fora do perímetro urbano.

 

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Assessoria de Comunicação

Sandro Barcelos – Jornalista MTB 11.520/PR

Município de Dionísio Cerqueira/SC

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